A minha formação como leitora
iniciou a partir das influências que eu recebi na infância. O primeiro
incentivo que eu recebi foi dos meus pais. Apesar de o meu pai não ter
concluído sua formação escolar básica, ele é um homem muito bem informado e ele
sempre está instruído sobre qualquer assunto da atualidade, pois diariamente,
meu pai lê jornal, assiste a telejornais e também a outros programas
informativos e educativos. Essa imagem de ver o meu progenitor lendo jornais na
sala de minha casa e assistindo a telejornais é presente em minha memória,
desde a infância.
Ressalto que na escola eu não
recebi nenhum incentivo à leitura e no decorrer de minha trajetória escolar,
entre o ensino fundamental e médio, os professores indicaram apenas dois livros
para leitura: Iracema e Capitães da Areia. Eu li e gostei muito da leitura e
descoberta das duas obras. Os professores falavam da importância de ler, mas
não incentivavam essa prática e todas as vezes que, eles se referiam às obras
literárias, eles enfatizavam que se tratavam de “livros difíceis de ler” e,
conseqüentemente, eu me “bloqueei” e achava que leitura de obra literária era
impossível realizar.
Quando eu ingressei no curso
de Letras eu redescobri a importância e o valor da leitura e me conscientizei
de que, não existem livros impossíveis de ler. Sendo assim, eu adquiri o hábito
de realizar leituras diversas, principalmente, literatura e me tornei uma
leitura assídua.

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